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26/05/2011

Pico do Paraná Feriado Tiradentes 2011

Histórico

Cume do PP, vista da casa de pedra


Ponto culminante do sul do Brasil, o Pico do Paraná, para muitos apenas PP, tem uma altitude de 1887 metros. Foi conquistado pelo pesquisador alemão Reinhard Maack em 13 de julho de 1941. O principal acesso é pela Fazenda Pico do Paraná, mas existe a opção de iniciar a trilha pela Fazenda da Bolinha, ambas propriedades privadas que oferecem estacionamento e camping.

Como chegar

Localização


Saindo de Curitiba siga pela BR-116 em direção São Paulo, após passar o posto do Tio Doca, pegue uma estrada de terra ao lado da ponte sobre o rio Tucum, antes de atravessá-la. Siga até o fim da estrada, a distância é de +/- 6km.

Ficha Técnica

Perfil de elevação
 
Dificuldade: Moderada (não recomendo aos iniciantes)
Elevação
Mínima: 969 metros, Máxima: 1.877 metros
Altura acumulada
Subida: 1.423 metros, Descida: 473 metros
Distancia da base ao cume: 7,18 km
Tempo: entre 6 e 8 horas



Relato

Partimos de Curitiba às 6 horas da manha do dia 21/04/11, eu, o Atla e o Ronaldo, e chegamos á Fazenda do PP por volta das 8h. Devido a quantidade de pessoas que já estavam lá se cadastrando começamos a trilha as 9:30h.

Represa Capivarí, vista do Morro do Getúio


O início pode assustar um pouco quem está indo pela primeira vez, porque a subida até o cume do morro do Getúlio é bem íngreme. A trilha estava bem congestionada então decidimos não parar no Getúlio pra tomar café da manha e bater fotos, tocamos direto até o ponto de água, que fica um pouco depois da bifurcação que leva até o Caratuva. Mas recomendo que parem para apreciar a vista, dá pra ver a represa do Capivari e os morros Caratuva à direita, e Itapiroca à esquerda. Tinha muita gente na bica também, então comemos um lanche rápido e retomamos a caminhada. Com isso ganhamos tempo porque ultrapassar um grupo grande é tarefa difícil.
Esquerda Caratuva, direita Itapiroca
Pouco depois da água, após mais uma subida íngreme, chegamos até a bifurcação que leva ao Itapiroca (não tenho boas recordações deste morro. Pegamos uma tempestade com rajadas de vento no carnaval, não conseguimos nem armar a barraca...). Depois da bifurcação já dá pra ver o cume do PP e o Camelo, vista muito bonita mesmo.


Daí a trilha fica mais fácil e logo chega-se ao acampamento A01, boa opção de acampamento pra quem começa a trilha de noite ou de madruga. Estávamos preocupados em conseguir um lugar bom pra acampar no A02, devido a quantidade de pessoas que havíamos ultrapassado, então demos mais um gás. Depois do A01 descemos um pequeno vale e iniciamos a subida até o A02.

Esquerda PP, Direita Camelo


Para quem não preparo algum essa parte também maltrata um pouco, ainda mais se estiver com pressa. É a partir deste ponto que a subida fica mais vertical, e é nele também que surge a primeira escadaria de metal, que por sinal não está em sua melhor condição (rs). Depois de mais algumas ultrapassagens, e da perna do Atla querer saltar do corpo (kkk), chegamos até o acampamento A02 e para nossa surpresa ainda eram 13:20, ou seja, levamos menos que 4 horas para chegar até o acampamento, este é um tempo ótimo até para quem vai só com mochila de ataque, diferente das nossas cargueiras que estavam socadas hehe.
Acampamento A02
Por sorte (e pressa) conseguimos um bom lugar pra acampar, mesmo com várias pessoas já acampadas.



Face sul do PP, vista Camelo
O clima estava em nosso favor, temperatura agradável e quase sem nuvens, isso nos animou a armar acampamento e ir até o Camelo, nenhum de nós conhecia esse morro. Barracas armadas, mochila de ataque com lanche e água nas costas e lá fomos nós. Do acampamento é possível ver a trilha que dá acesso, a única dificuldade é que tem que passar por quatro pequenos vales onde a trilha é bem fechada (acho que fazia tempo que ninguém fazia essa trilha, devo ter engolido pelo menos meia dúzia de aranhas). Em menos de uma hora já estávamos em seu cume. A vista é de tirar o fôlego, além de poder apreciar o Ciririca de perto dá pra ver a face sul do PP e boa parte da baía de Antonina, inclusive o porto, além da Serra da Prata com as cicatrizes deixadas pela enxurrada de março. Depois de contemplar e fotografar a paisagem voltamos ao acampamento. Levei um susto quando vi a quantidade de barracas armadas, muitos tiveram a mesma sorte que a nossa, mas boa parte acampou em lugares ruins.


Ferraria



Já era hora do jantar e como diz o Ronaldo “não viemos aqui pra comer trakinas e miojo, nosso negócio é polenta com calabresa”. Quando a galera sentiu o cheiro do alho e da cebola fritando ficaram desanimados com seus pacotes de miojo. Hehe









Corredor próximo ao cume


Sexta, bem cedo, nos arrancamos dos sacos de dormir e tomamos um rápido café da manha. O sol estava nascendo e não tinha uma nuvem no céu, fomos até a bica, nos abastecemos de água e iniciamos o ataque final. O sol ainda estava baixo e paramos para contemplar o Ferraria, só quem já subiu o PP sabe do que estou falando. A subida é bem puxada, mas recompensada pelo visual. Tem um corredor antes de chegar ao cume, depois é só contornar o paredão pelo sul e subir um pouco. Tinha um grupo acampado no cume e, embora ainda cedo, tinha bastante gente batendo fotos. Fiquei um tempão sentado atrás da pedra do cume apreciando a paisagem, foi então que decidi que minha próxima aventura na região será subir o Ciririca e tirar uma foto sentado em cima de uma de suas placas.
Pouco antes do meio dia já estávamos de volta ao acampamento. Mas parecia faltar algo, não estávamos satisfeitos e tínhamos muita energia sobrando. Decidimos ir de novo até o Camelo, aquelas pedras são da hora mesmo. Depois da missão chata de lavar a louça do almoço e buscar mais água seguimos até o Camelo. Pra azar meu e sorte do desgraçado do Ronaldo, levei um “pacote” depois de descer uma pedra, como estava muito próximo do precipício (quase me cag... kkk), acabei caindo na infelicidade de pedir ajuda ao Ronaldo. Eu estava literalmente deitado entre galhos e arbustos e ele, ao invés de esperar que eu firmar o pé, foi me puxando pelo mato kkkk, fiquei todo arranhado, parecia que tinha dormido com uma Jaguatirica rs. O detalhe é que ele não se lembra dos tombos que levou, só lembra do meu!!!
Ciririca acima e Camelo abaixo, vista do cume do PP
Já era quase noite quando retornamos, o grupo que estava acampado ao nosso lado já tinha ido embora e já havia outro ali, uns carinhas gente fina de São José dos Pinhais. Passamos nossa segunda noite e não acordamos tão cedo no sábado. Depois do café da manha arrumamos nossas coisas sem pressa e iniciamos a volta à fazenda.

Baía de Antonina e Serra da Prata ao fundo (direita)



Ibitirati, vista do cume do PP

Cume PP




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Montahoso, Subindo Montanhas e Conquistando Amizades
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2 comentários:

  1. Salve Cristiano!
    Ótimo relato, ótimas fotos. O PP e os outros cumes da região são sem dúvida alguns dos mais clássicos destinos do montanhismo paranaense e sem dúvida dali se tem as vistas mais bonitas do estado. Parabéns ao grupo pela empreitada! Abraço!

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  2. Salve "Gerente"
    Que empreitada né, so nois da firma sabemos como foi sofrido mas tbm como compensou a vista que as montanhas nos proporcionaram, o tempo tbm ajudou , e mostramos td a disposiçao da firma pq fuba com calabresa e so pra qm é (rs) .
    ate a proxima ... (by: Dono da firma kkkkkk)

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