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15/01/2012

Final de Semana Cavernoso - Gruta de Lancinhas

14.01.12

Assista o vídeo


A Revolta das Roupas e das Lanternas

Esse final de semana tinha tudo para não dar certo, pra começar iria descer pra praia de bike, a previsão não era das melhores mas até dava pra arriscar... devido a fatores extensos e variáveis (kkkkkk) tive que abortar a missão. Na quinta feira à noite o Thiago e o Rafael vieram aqui em casa, eles estavam a fim de fazer a travessia Vigia-Canal. Depois de algumas cervejas (rs) fomos amadurecendo a idéia e Fernando estava quase nos convencendo a fazer o Caminho do Itupava. No final das contas eu e o Heder conseguimos persuadi-los a trocar o Itupava pelo morro do Araçatuba, mesmo sabendo que a previsão para sábado era péssima.
Passei a sexta feira inteira pensando na descida de bike que deixei de fazer L foi então que percebi que não estava muito satisfeito com a idéia de subir o Araça em baixo de chuva, mas fazer o que, era o que me restava. Quase no final da noite o Fernando teve uma das melhores idéias da vida dele (ahahahaha), me perguntou se não preferia trocar o Araçatuba pela Gruta de Lancinhas. Que lugar melhor que uma caverna pra se abrigar da chuva??? Estava animado novamente, agora só faltava convencer os demais (modéstia parte sou bom nisso hehe).
Todos convencidos que a gruta seria a melhor opção pra este dia fatídico, começamos arrumar as tralhas. O Rafael estava sem lanterna, então aproveitou pra comprar uma de minhas lanternas Super Power (tecnologia CREE com zoom de alta potência) e o Thiago precisava apenas colocar a dele pra carregar (parece fácil né!? Rs)
Saímos de Curitiba pouco depois das 7h da matina, deixamos o carro na casa do Wanderlei e seguimos pra entrada da gruta em baixo de chuva. Antes das 10h adentramos a caverna. O Rafael humilhou a gente com sua nova lanterna, realmente ela é forte... O Thiago carregou sua lanterna por 3 dias, detalhe que isso fazia mais de um mês (ficamos o tempo todo zuando da cara dele ahaha).

Fomos direto para o quebra corpo que dá acesso aos principais salões, antes do Salão de Festas tem uma rampa que leva até o Salão da Cortinas, existem três opções pra subir, é claro que optamos pela mais emocionante, uma escalada com direito a tratamento de pele com barro. Como na última investida a este salão levei uma pancada no joelho, fui mais cauteloso. Avistamos vários morcegos e é perceptível que eles são os maiores responsáveis pela biodiversidade do local. Suas fezes alimentam várias outras formas de vida.
Descemos do salão das Cortinas em grande estilo, um esqui-bunda pelo barro pegajoso. Fizemos uma grande pausa no Salão de festas, para lanchar e apreciar a sua beleza. Ele é o maior salão da gruta. Após a pausa seguimos por um caminho que ainda não conhecíamos, provavelmente levará a outro salão. Pra ser sincero fiquei com medo de escalar uma pedra “barrenta” porque não consegui fixar a corda em lugar algum. Então descemos até o caminho principal.
Pra acessar o Salão dos Cristais também exige bastante esforço físico, mas é o melhor em minha opinião, tanto pelo grau de dificuldade quanto pela beleza. Após escalaminhar algumas pedras e rastejar por buracos apertados, chegamos no destino final. Mais uma longa pausa antes de retornar ao início e passar pra segunda etapa, o rio Lancinhas.

Próximo da entrada principal tem um quebra corpo que dá acesso ao rio. Normalmente a parte mais profunda chega à cintura, mas como estava chovendo o nível da água estava um pouco acima que de costume. Muito legal essa parte também, em alguns trechos, como em uma pequena cachoeira, que dá pra escalar pelas laterais pra fugir da água. Pouco antes da 16h avistamos o primeiro sinal de luz natural e assim acabou nossa aventura.
DICAS IMPORTANTES
- Leve pilhas reserva pra lanterna. Caso seja recarregável não faça como o Thiago, deixe carregando na noite anterior e não no mês anterior. ahahaha
- Leve roupa reserva pra voltar pra casa seco (mas deixe no carro, não leve na mochila, ainda mais sem um saco plástico pra proteger né Heder??? Kkkkkk)

FICHA TÉCNICA
Localização:
Rio Branco do Sul (+/- 35km do Centro de Curitiba)
Acesso pela Rodovia dos Minérios PR-092

Estacionamento:
Dá pra deixar o carro na casa de um carinha bacana chamado Vanderlei. No arquivo em kml marquei a localização da casa dele.

Grau de dificuldade:
Fácil / médio/ Difícil (depende dos salões que está disposto a conhecer)
 
O que levar:
- Por se tratar de caverna não conte com iluminação natural, portanto leve lanterna e pilhas reservas, de preferência lanterna de cabeça, pois suas mãos serão bem requisitadas.



- Já no início terá que se rastejar pelo chão, depois andar pela água e se espremer por paredes. Se quiser voltar limpo e seco leve roupas extras.

- Lanches de sua preferência (barras de cereais; frutas; biscoitos...)
- Água
- Uma corda ajudará a vencer alguns obstáculos com mais facilidade, além de auxiliá-lo caso queira explorar mais a caverna.
- Kit de primeiros socorros (esparadrapo; gaze, remédios...)
- Máquina fotográfica

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Montanhoso, Subindo Montanhas e Conquistando Amizades

04/10/2011

IV Final de Semana Cavernoso – Gruta de Lancinhas

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IV Final de Semana Cavernoso – Gruta de Lancinhas


Domingo 18/09/2011


Como de costume o ponto de encontro foi o Mercadorama da Silva Jardim, chegamos pouco antes do combinado, 8:30h, e fomos recepcionados de forma hostil pelo funcionário do estabelecimento, o mesmo informou que não poderíamos permanecer no recinto, a menos que estivéssemos lá pra consumir e somente no período de compras. Sem problemas porque sempre deixamos alguma coisa pra comprar lá, mas, por outro lado, isso dificulta que alguém pegue carona e deixe lá seu carro ou moto.
No nosso grupo do Face, o Montanhoso, tinham 25 pessoas confirmadas, dentre mortos e feridos (no caso ressaquiados ahahah) restaram 19 pessoas, nos dividimos nos carros e partimos rumo Rio Branco do Sul. No meio do caminho (em frente à Ambev) encontramos a 20ª passageira, rs, a Viviane. O grupo estava quase fechado.
Por volta das 10h da matina chegamos até a casa do meu amigo Vanderlei, um guri muito simpático, embora tímido, que mora próximo a gruta e oferece sua propriedade para estacionar os carros. Agora o grupo estava completo, 21 pessoas, o Vanderlei se juntou ao grupo pela 2ª vez e se tornou um membro honorário do Montanhoso.
  
Mochilas nas costas, iniciamos a leve caminhada pela estradinha que dá acesso a entrada principal da gruta (arquivo .kml para visualização no Google Earth), aquela que tem um memorial na calçada. Depois de alguns flash’s e muita risada, o Jairo programava a maquina para bater no automático e corria, mas nunca dava tempo kkkk, iniciamos a descida no melhor estilo “esquibunda” rs.
“Quem for com um grupo grande não se estresse, na primeira parte já tem um quebra corpo que dificulta o acesso. A dica é a seguinte, desça um ou dois primeiro e vão passando as mochilas. Quando estiver lá em baixo verá o rio Lancinhas, siga o fluxo do rio até a primeira bifurcação e entre a esquerda, quase no final deste salão terá mais um quebra corpo, um pouco mais complicado que o primeiro faça o mesmo procedimento, um de cada vez.”
Quem não conhecia a gruta ficou extasiado ao adentrar o primeiro salão e se deparar com o rio e as estalactites. É muito diferente das montanhas, outra percepção, outra emoção... cada qual com sua beleza.

Depois de passar pelo segundo quebra corpo, foi muito divertido ver a galera escalando a fenda, seguimos pro salão da Cortina. Subi primeiro com o Atla o Ronaldo e o Rodolpho e amarramos uma corda pra facilitar à subida. Depois passamos por um pequeno túnel e uma rampa lamacenta, realmente muito difícil. Fiquei por último pra desamarrar a corda e subi meio embalado, isso foi bem custoso, escorreguei e bati meu joelho contra uma pedra, se não fosse tão machão teria chorado ahahaha.
O salão da Cortina é muito bonito mesmo, alguns fizeram um pequeno lanche e, é claro muitas fotos. Confesso que estava um pouco desanimado devido a pancada no joelho, estava doendo muito... Na descida deste salão passamos por mais um esquibunda, desta vez mais íngreme e divertido rs. Pegamos a esquerda, continuando o corredor após a fenda, e fomos sentido ao salão de Festas. Por algum motivo passei reto pelo salão, mas o Thiago Burguer nos avisou a tempo. Dali pra frente era tudo novo pra gente, nunca havíamos avançado além do salão de Festas. Devido à dificuldade em superar um obstáculo (muitas pedras e barro escorradio) decidimos dividir o grupo, o Fernando Amaro voltou para o salão anterior com alguns, enquanto eu e o restante esperávamos resposta do Ronaldo e Rodolpho, que seguiram adiante para ver se valia a pena a empreitada. Depois de muito aguardo começamos a avançar, dali pra frente a dificuldade era grande. Além das pedras que tivemos que escalar havia um outro túnel, mais estreito e longo que o anterior. Realmente não é qualquer pessoa que consegue passar, é muito apertado, o que requer que passe rastejando.

Depois de passar pelo “túnel” já podia ouvir a vibração da galera, havíamos encontrado o salão dos Cristais, o mais bonito segundo a opinião da maioria. As fotos não podem descrever a beleza do lugar, só vendo ao vivo e a cores é que se tem noção da exuberância das formações. Mas ninguém estava satisfeito ainda, voltamos a entrada principal da gruta pra seguir na direção oposta do curso do rio, as famosas cachoeirinhas kkkkkkkk.
Próximo da entrada principal existe outra fenda. Essa que leva a galera ao delírio ahaha. Água fria, fria mesmo. O legal é ver as pessoas ensaiando pra entrar no rio, mas sem chance, pra prosseguir só existe uma forma: SE MOLHAR. Nada de mais pra nossa amiga Andrea, que não pode ir por conta de um compromisso. Ela não estava lá pra deitar na água, mas nosso amigo Cristiano Serafin a representou bem e deu mergulho radical kkkkkk, mesmo que contra vontade hehe. Essa cena e outra, o Fernando carregando a Liu nas costas, ficarão em minha memória pra sempre rs.
Depois de passar a maior parte do tempo atrás, retomei a dianteira pra montar a corda em uma pequena cachoeira. Para tal é necessário escalar pela lateral esquerda. “cuidado porque é muito escorregadio”. Gostaria de parabenizar o pessoal pela agilidade que superaram este obstáculo, principalmente a meninasque de modo geral eram mais baixas que os homens, o que dificulta um pouco.
Mais um pouco de rio e já estávamos fora da gruta, a impressão que tive é que todos queriam mais, mesmo depois de passar quase cinco horas na escuridão. Neste momento percebi que acabávamos de criar um laço, tanto com a gruta quanto com as pessoas. Foi muito bacana ver a união da galera, nem parecia que alguns ainda não se conheciam pessoalmente. Tenho certeza que fizemos amigos pro resto da vida!!!



Membros do Montanhoso que marcaram presença:


Atla Amaro
Bruno Razera
Camila Rodrigues
Cristela Siebert
Cristiano Amaro
Cristiano Serafin
Fernando Amaro
Fernando Marques Gonzaga
Frank Calicó
Idce I. Sejas
Jairo Ataide
Juliana Hoy
Liliane Dutra
Prih Oliver
Rodolpho Gionedis
Ronaldo Oliveira
Thiago Burger
Thiago Souza
Vanderlei
Viviane Ferreira
William Hornick


Para quem ir a gruta e não conhece ninguém que já tenha ido, podem contar com o Vanderlei, ele não é guia mas conhece bem a gruta, além de morar do lado e oferecer estacionamento.
O valor por carro é de R$ 5,00 e seu serviço como guia é só combinar
Anote o cel do Vanderlei 9186-3638

Relato: Cristiano Amaro
Fotos: Cristiano Serafin, Jairo Ataide e Frank Calicó

Seja um Montonhoso você também, faça parte do grupo no facebook: http://www.facebook.com/groups/montanhoso/

Montahoso, Subindo Montanhas e Conquistando Amizades

10/05/2011

Gruta de Lancinhas



Localização

Rio Branco do Sul (+/- 35km do Centro de Curitiba)
Acesso pela Rodovia dos Minérios PR-092





Estacionamento
Dá pra deixar o carro na casa de um carinha bacana chamado Vanderlei. No arquivo em kml marquei a localização da casa dele.


Downloads
Arquivo kml para Google Earth e Gps contendo acesso e localização.

Mapa do interior da gruta.


Grau de dificuldade
Fácil / médio


O que levar
  • Por se tratar de caverna não conte com iluminação natural, portanto leve lanterna e pilhas reservas, de preferência lanterna de cabeça, pois suas mãos serão bem requisitadas.
  • Já no início terá que se rastejar pelo chão, depois andar pela água e se espremer por paredes. Se quiser voltar limpo e seco leve roupas extras.
  • Lanches de sua preferência (barras de cereais; frutas; biscoitos...)

  • Água (não sei a qualidade da água da gruta)
  • Uma corda ajudará a vencer alguns obstáculos com mais facilidade além de auxiliá-lo caso queira explorar mais a caverna.
  • Kit de primeiros socorros (esparadrapo; gaze, remédios...)
  • Máquina fotográfica



Relato
Há quase um ano atrás fizemos uma investida mal sucedida a gruta, devido a falta de conhecimento não conseguimos achar sua entrada principal. Na verdade chegamos até a calçadinha (memorial) e achamos uma possível entrada , mas não localizamos o tal “quebra corpo” tão falado e como não possuíamos cordas decidimos não avançar.
Pesquisei alguns blogs (links no final do relato), vi um vídeo de uma investida noturna e fiquei um pouco apreensivo, pois em um deles dizia que a travessia tinha durado em torno de sete horas. Email de confirmando ponto de encontro com a galera, mochilas de ataque no porta malas e já era.
No meu carro estávamos eu (Cristiano), o Fernando (meu irmão), a Priscila (cunhadinha) e seu irmão, o Ronaldo. Encontramos com o Rodolpho, que trazia em seu carro o Márcio e a Jake (cuja n conhecia), perto das 8h em frente ao Parque São Lourenço.
Pegamos a rodovia dos Minérios e chegamos até uma estradinha que só dá pra seguir com uma 4X4. Do lado esquerdo tem uma casinha com um terreno bem grande, bati palma pra pedir pra deixar o carro estacionado e fui muito bem recebido por uma senhorinha muito simpática. Logo apareceu o Vanderlei, um rapaz bem tímido de 16 anos. Perguntei a ele se conhecia a gruta e pra nossa sorte ele disse que já havia ido várias vezes. Conseguimos estacionamento e de quebra um guia Mirim. Hehe

Todo mundo pronto!!! Pegamos a estradinha que segue por +/- 2,4 km. O Vanderlei e a Jake estavam empolgados e foram na liderança. Chegamos à calçadinha, que citei acima, e descemos por uma pequena trilha. Lá em baixo é seguinte: desça pelo lado direito (escorregando de bunda mesmo ahaha) e procure no cantinho direito um pequeno buraco em formato de funil. Só passa uma pessoa por vez mesmo.

A Jake estava mal informada e só ficou sabendo dos detalhes na hora. Kkk mal sabia ela que depois de escorregar com a bunda iria andar dentro da água.
Então surge o primeiro salão, muito bonito mesmo, estavam todos acelerados e eufóricos. O Rodolpho não quis saber de frescura e foi logo metendo os pés na água, enquanto o restante hesitava um pouco. Fomos seguindo o curso do rio (direita) e já estávamos todos dentro da água (caramba que água gelada), só dava pra escutar os gritos...
Depois de se esquivar um pouco, pisar na lama, e alguns escorregões chegamos até uma bifurcação. Decidimos seguir por onde o curso da água era mais intenso. Descemos uma pequena cascata e para nossa decepção ali era o final. Então voltamos para a bifurcação (mas antes de voltar o Rodolpho tomou um banho forçado hehe) que pra piorar dava no mesmo lugar.
Voltamos prestando a atenção por tudo pra ver se perdemos alguma entrada, mas nada e chegamos novamente ao primeiro salão. Eu já estava conformado em voltar pra casa até que o Ronaldo achou outra entrada, desta vez a esquerda e subindo rio acima. Entramos só eu o Fernando e o Ronaldo enquanto os outros esperavam do lado oposto. Daí começou a aventura, eu e o Ronaldo seguimos adiante pra ver se dava pra continuar, ali a água era mais profunda (cerca de 1,3m), e tinha uns paredões legais pra subir. Assim que percebemos que dava pra continuar voltamos pra buscar as mochilas e a galerinha. Foi um sarro ver as meninas com medo da profundidade da água (claro q eu e o Ronaldo ficamos assustando elas). Depois de passar por mais um ou dois salões chegamos até um pequeno paredão, fácil de vencer, mas preferimos usar a corda pra facilitar a vida das meninas. Obstáculo vencido seguimos em frente, e nos deparamos com mais uma pequena cascata que pode ser desviada pela lateral. Infelizmente este era o último obstáculo e logo já podíamos ver a luz do dia. Eu e o Ronaldo gostaríamos de ter voltado por dentro e explorar todos os “buracos” da gruta, mas quem vence sempre é maioria hehe.
Saímos onde, acredito eu, a maioria prefere entrar, porque além de seguir o curso do rio começa pouco depois do meio da estrada. Então seguimos de volta pra casa do Vanderlei pra buscar nossos carros. No caminho, se prestar a atenção, verá que existem pedras coloridas, muito bonitas. A Jake encheu a mochila hehe. Antes de ir embora deixamos uma pequena contribuição ao Vanderlei que custou aceitar, e sua mãe nos deu uma sacolada de pinhão (já assei tudinho RS).


Links





Montahoso, Subindo Montanhas e Conquistando Amizades
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