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12/09/2012

Travessia pelos Platôs da Serra Geral - SC




Ficha Técnica
Dificuldade: Difícil / Pesado
Extensão: Aprox. 88 km
Tempo de duração: 4 dias
Ponto culminante: Morro da Boa vista com 1.827 metros
Aquisição de dados: GPS Garmin 60 CSX


Itinerário, distância e custos
Empresa
Trecho
Distância
Custo
Catarinense
Curitiba / Lages
364 km
R$ 56,06
Reunidas
Lages / Alfredo Wagner
100 km
R$ 26,26
Reunidas
Urubici / Florianópolis
171 km
R$ 35,01
Catarinense
Florianópolis / Curitiba
300 km
R$ 44,25


Custo Total R$ 161,58 (preços praticados em Maio de 2012)

Histórico
Localizada entre os municípios de Bom retiro, Alfredo Wagner e Urubici, passando pela Serra Geral, Campo dos Padres e Serra da Anta Gorda, essa travessia é considerada a mais bela e difícil da região sul do Brasil. Parte da travessia é constituída por estradas rurais e o restante por platôs e vales.
A temperatura é extremamente baixa durante o outono e inverno. A geada é muito comum e alguns dias do ano chega a nevar.

Participantes
Cristiano Amaro
Elder Ribeiro
Fernando Amaro
Heder Amaro
Ronaldo Oliveira
Thiago Bürguer

Relato
Quase dois anos após a primeira empreitada resolvemos encarar a travessia novamente. Desta vez contamos com a participação de mais 4 integrantes e tivemos também uma baixa, o Marcelo. Mais uma vez o Atla não pode participar, agora por conta de uma cirurgia recente.
Começamos o planejamento com pelo menos 01 mês de antecedência, decidindo cardápio, cronograma, avaliando a possibilidade de ir de carro até Lages, etc... No final das contas resolvemos ir de ônibus, por questões de segurança e conforto.
Eis que chega o dia tão esperado:

- Sexta feira 27/04/12 – Segura Peão
Mochilas prontas, saímos da minha casa às 20h, eu (Cristiano), meus irmãos Fernando e Heder, o Ronaldo e o Thiago, rumo à rodoferroviária de Curitiba onde encontraríamos o Elder. Véspera de feriado prolongado as imediações da rodoviária fica intransitável, por isso não quisemos carona e fomos de busão mesmo. (como ainda morava no bairro Uberaba pegamos o ônibus Canal Belém, a aventura já começou ai, a rua cheia de buracos e remendos x motorista apresado = touro mecânico kkk).
Pouco depois de chegar na rodoviária encontramos o Elder, que veio de carona com sua esposa. A galera ainda não o conhecia, então aproveitamos o tempo que restava, até a chegada do ônibus, pra quebrar o gelo.
Sem atraso o ônibus sentido Lages chegou as 23:55h

Dica:
- Prefiram sempre o ultimo horário de ônibus para Lages, caso contrário ficarão muito tempo na rodoviária. O primeiro ônibus pra Alfredo Wagner só sai as 9h.

- Sábado 28/04/12 – Prova de Fogo, ou melhor  d’água.
Chegamos em Lages pouco antes das 6h da manhã e fazia muito frio. Combinamos de comprar nosso lanche, que seria a principal refeição do dia, no mercado próximo à rodoviária, que só abre às 8h, mas como o primeiro ônibus que vai pra Alfredo Wagner só sai às 9h tínhamos tempo de sobra.

Pra nossa tristeza começou uma chuva fraca que logo ganhou força. Próximo das 11h desembarcamos na rodovia, bem próximo da entrada da estrada rural que iríamos percorrer. E a chuva não dava trégua. De acordo com o planejado, fizemos uma parada pra lanchar em um pequeno cemitério que fica perto de uma igreja evangélica. Nesse momento todos estavam um pouco desanimados com o risco da chuva não parar.
De barriga cheia, ou quase, retomamos nossa caminhada. Conversei um pouco com um morador local e ele nos desanimou mais ainda, disse que um tempo atrás um grupo subiu os platôs, mas se obrigaram a desistir devido a forte chuva. Seguimos adiante mesmo assim.
Pouco depois do cemitério pegamos uma rua a esquerda que dá acesso a uma propriedade particular. Demoramos pra achar a trilha, mas com um pouco de paciência conseguimos nos localizar e iniciamos a subida por volta das 16h. Cada um estava levando em media 15 kg de bagagem, mais o peso da água acumulada e o cansaço da viagem e da estrada, fizeram com que a subida fosse interminável. O Ronaldo estava na frente seguido do Heder e do Fernando, enquanto eu o Elder e o Thiago ficamos por último. Fomos avançando lentamente a dura e íngreme subida enquanto escurecia, chovia e esfriava cada vez mais. O pior é que sabíamos que o local do primeiro acampamento era irregular e cheio de touceiras.
Finalmente chegamos até o local, exaustos molhados e de baixo astral. Armar acampamento se tornou uma tortura, ventava e chovia muito. Eu já não estava sentindo mais minhas mãos o que tornou a tarefa ainda mais complicada. Decidimos que não faríamos o jantar e comemos bolachas pra saciar a fome. Na da barraca, totalmente inclinada e molhada por dentro, passamos por uma prova de fogo. Choveu forte a noite inteira e acredito que todos estavam se perguntando se valeria a pena continuar no dia seguinte.

Dica:
- Cuidado, os motoristas não sabem onde fica a estrada, deixe o GPS ligado e informe onde  quer descer. O bairro chama-se Lomba Alta e fica a aproximadamente 10 km da rodoviária de Bom Retiro.
- Siga sempre pela estrada principal, não tem erro.

- Domingo 29/04/12 – Ronaldo e seu Cajado
Amanheceu. Junto com o amanhecer veio o sol e a chuva cessou. Estávamos mais uma vez animados, a felicidade era tanta que eu estava rindo até das piadas sem graça que eu mesmo contei kkk.Tomamos um merecido café da manha enquanto ajeitávamos as tralhas e então iniciamos oficialmente a caminhada pelos platôs.

Com o tempo aberto tivemos a primeira vista dos platôs e das montanhas à sua volta. Nenhuma foto é capaz de descrever a beleza do local, mas dá pra ter uma noção. A mãe natureza foi muito generosa e nem mesmo a intervenção dos fazendeiros, com queimadas regulares, puderam estragar a paisagem.
A vegetação estava encharcada, dificultando (e melecando rs) nossa caminhada. Para avançar com menos esforço preferimos andar pela lama, acumulada em uma pequena trilha de gado beirando um barranco. O inevitável aconteceu. Deparamos-nos com um pequeno rebanho de gado. Confesso que fiquei bem apreensivo porque o desgramado nos seguia com seu olhar macabro e não arredava os pés do lugar. Para evitar o confronto corpo a corpo nos enfiamos no mato e desviamos nosso caminho. Me disseram que só os touros são perigosos, como não sei diferenciar um touro de um boi e não estava a fim de perguntar pra ele, resolvi me acovardar mesmo. (mais vale um covarde safo do que um valentão chifrado hehe).
Nesse meio tempo o Ronaldo arranjou um cajado. Foi amor à primeira vista, acho, inclusive, que ele até dormia com o dito cujo. No começo fomos meio relutantes, mas depois acabamos aceitando, dado as múltiplas funções que ele estava exercendo em função do grupo. Mais pra frente entenderão melhor.

Próximo ao meio dia paramos pra fazer o almoço ao lado de um pequeno córrego. Dividimos as tarefas, como de praxe, e minha tarefa era fazer o fubá. Já estava ficando irritado com a demora do processo, o troço não engrossava de jeito nenhum. Eis que o Thiago me deu uma grande dica: “pô desse jeito não dá mesmo, você não ligou a fogareira!” kkkkkkkkkkkkkk O detalhe é que já fazia mais de 15 minutos que eu estava mexendo a gororoba hehe. Problemas técnicos resolvidos almoçamos, lavamos a louça L e voltamos a caminhar.
Agora estávamos indo em direção ao primeiro vara mato, intitulado como ponto 33 no nosso GPS. Trata-se de passar de um platô para outro, e é claro que sempre tem um vale no meio. Como da última vez tivemos muita dificuldade em transpor esse obstáculo, avaliamos bem a direção a seguir antes de entrar no mato. Graças aos gados existem vários “caminhos” batidos, caso contrário à dificuldade seria bem maior. Procuramos manter a mesma altitude, para não descer o vale. Fomos costeando um morro até o ponto mais alto em comum com o outro, já do outro lado precisamos atravessar um banhado repleto de touceiras e caratuvas. Pronto, sem dificuldades já estávamos caminhando pelos platôs novamente.

Nosso objetivo do dia era acampar próximo ao morro do seio. Já estava escurecendo e decidimos passar o morro descer e acampar perto do rio, como da última vez. Tomei uma decisão errada e subimos muito antes de desviar o cume. Isso nos custou muito tempo e energia, pois passamos do ponto de descida e tivemos que enfrentar um vara mato desnecessário. Foi um perrengue grande porque já estava escuro e o mato estava muito fechado. Recorremos ao GPS e tentamos, dentro da mata, acertar a direção. O problema é que não poderíamos descer muito porque existe um vale enorme à direita, ou seja, deveríamos manter a altitude e rumar à esquerda, mas estava impossível, a cada passo que dávamos nos afundávamos na lama até o joelho. Depois de muita peleia avistamos a clareira. A alegria foi geral.

Montamos acampamento e começamos o procedimento do jantar, a temperatura despencou e antes das 23h o termômetro marcava quase 3ºC negativos. Pelo menos teríamos uma noite confortável, o lugar que acampamos era plaino, macio e seco e de quebra levei um colchão inflável. Pensei: “terei a melhor noite de sono da minha vida”. Doce engano antes da 1h da madruga acordei todo mundo com um berro: “filha da p...” a porcaria do meu colchão estava furado e esvaziou kkkk o Ronaldo teve o mesmo problema e se conformou quando soube que eu estava dormindo no “duro” também hehe. Pelo menos ele serviu como isolante térmico, pesado, diga-se de passagem, 2,5 kg kkkkkkkkk
Dica:
- Procurem caminhar pelas encostas, não caiam na tentação de cortar caminho pelo meio pois é muito difícil andar pela vegetação;
- Certifiquem-se de a fogareira está ligada rs;
- Nada de colchão, a melhor opção é o isolante térmico, embora não seja tão confortável ele não te pregará nenhuma peça;
- Carta topográfica, bússola e GPS são indispensáveis para conforto e segurança do grupo;
- Estudem a curva de nível do terreno, isso irá facilitar as coisas, principalmente na hora do “vara mato”.

- Segunda 30/04/12 – Cadê o Junior?
6h da manhã, forte geada, um frio lascado! Para poupar espaço dentro da barraca colocamos as mochilas dentro de um saco. O Ronaldo (desavisado hehe) deixou sua calça em cima da barraca (não me perguntem por que) e ela ficou parecendo um pedaço de madeira, estava totalmente congelada, assim como a bota de quem deixou no tempo. Como sou esperto coloquei tudo dentro de um saco, dentro da mochila e a mochila dentro de outro saco...

Foi uma tormenta atender as necessidades fisiológicas, se é que vocês me entendem, o júnior coitado nem queria dar as caras fora da cueca, fora o vento gelado batendo na bunda rs. O Heder e o Elder ficaram incumbidos de lavar a louça do jantar do dia anterior, coitados. Demoramos mais do que o planejado pra levantar acampamento e começamos andar quase ás 9h. Com os pés congelados iniciamos a subida de mais um morro, um dos últimos que subiríamos. Lentamente fomos ganhando ritmo e altitude. Batemos algumas fotos com a bandeira do Montanhoso e continuamos nossa caminhada.

Antes de subir o derradeiro morro tivemos que encarar outro rebanho, que estava próximo da porteira que deveríamos passar. O problema é que do outro lado da cerca tinha uma vaca e os bois não saiam do caminho, de certo com interesses reprodutivos rs. Novamente a falta de coragem nos abateu, quem sabe se tivéssemos crescido no interior fossemos mais “corajosos”. Apelamos pra uma técnica muito antiga, o grito, mas nem deram bola, só tinham olhos e ouvidos para a fêmea. Fomos obrigados a margear a cerca e pular bem pra baixo de onde deveríamos, mas tudo bem deu tudo certo.

A última subida foi tensa, ao menos pra mim, subi bem devagar tentando poupar energia. Logo estávamos começando a descer e pouco tempo depois fizemos o último e pequeno vara mato, composto basicamente por arbustos e caratuvas. Como planejado chegamos ao rio na hora do almoço. Na verdade fizemos um banquete, com direito a arroz tropeiro e feijão. Nem preciso dizer que comi demais né!? rs. Aproveitamos para nos limpar (se não perceberam até agora não comentei nada sobre banho, até porque não existiu kkk), todo mundo relaxado de pés descalços... kkkk quase morri de rir quando vi o pé da rapaziada (isso inclui o meu também), bolhas, feridas etc...
Os platôs ficaram pra trás e mais um longo trecho de estradas rurais nos esperavam. Saímos do rio quase às 15h e no cair da noite estávamos pedindo água em uma propriedade particular onde dois sujeitos cuidam de cabras. Andamos até às 20h e arranjamos um lugar bacana pra acampar. Novamente a temperatura foi negativa e mesmo bem agasalhados e dentro do saco de dormir passamos frio. Não concordei com o grupo, achava que deveríamos ter andado mais durante a noite e acampado mais adiante, por sorte a maioria venceu e no outro dia percebi que aquele realmente foi o melhor lugar pra acampar e por sinal foi a melhor noite de sono que tivemos.

Dica:
- Programem com antecedência os pontos de parada;
- Levem clorin (comprimido a base de cloro que pode ser encontrado em lojas especializadas de montanhismo) porque muitas vezes a água parece saturada, fora a contaminação pelas fezes dos gados.

- Terça feira 01/05/12 – Pernas Pra Que te Quero / A Praça é Nossa
Por ter acampado antes do local programado tivemos que andar a passos largos. Todos estavam delirando com a possibilidade de almoçar em um restaurante em Urubici. O cansaço nos pegou de vez e ainda faltavam alguns quilômetros para nosso destino final. Agora voltarei a falar do cajado do Ronaldo. Além de ter sido seu fiel companheiro o cajado nos ajudou a passar por buracos enlamaçados (sério, enquanto estávamos nas montanhas todos sujos nem ligávamos para a lama, bastou limpar a roupas e botas pra que ficássemos enjoados hehe). Embora tenha sido de muita utilidade o final do cajado foi trágico, andávamos lado a lado, eu e o Ronaldo, quando ele escorregou e não conseguiu segurar o pau kkkkkk fui atingido na barriga, o que causou muita, mas muita dor mesmo (fiquei mais de uma semana com hematoma). O Fernando, que já não ia com a cara do coitado (cajado) mesmo, ficou furioso e o lançou para o meio do mato. Senti pena do Ronaldo, achava que tava rolando um clima, sem viadagem, estilo o Wilson do Náufrago. Mas esse foi o fim do guerreiro.
Depois de muito esforço chegamos até uma simpática pousada, nas proximidades do rio dos Bugres, onde conseguimos carona para vencer os 3 ou 4 últimos quilômetros. E o melhor, ainda eram 11h da manhã.
Chegamos ao restaurante. Estávamos parecendo favelados e garanto que nosso cheiro não deveria ser de perfume Frances. A impressão que dava é que todos estavam nos olhando, mas a fome era tanta que acabamos desencanando. Pela foto dá pra avaliar o tamanho da fome hehe.
Depois de um bom tempo comendo fomos em direção ao posto rodoviário, no centro de Urubici, de onde partiria o ônibus com destino a Florianópolis. Ainda era muito cedo e o busão só iria sair às 18h, então fomos até o banheiro do posto de gasolina trocar de roupa. Fiquei por último pra usar o banheiro e quando entrei dei de cara com um chuveiro kkkk eu tinha sabonete, shampoo, anti-transpirante, perfume... hehe Fui o único quem tomou banho. Estava me sentindo o rei da cocada preta, limpinho, cheiroso huahauhuahua o Ronaldo ficou morrendo de inveja!
Sentamos na pracinha e ficamos papeando enquanto aguardávamos o ônibus, o Thiago tava parecendo um mendigo, pensei até que ele iria ganhar uma esmola de umas velhinhas que estavam fazendo piquenique. No horário certo embarcamos sentido Floripa e assim que chegamos lá já tinha um ônibus pra Curitiba na espreita. Pouco depois das 3h da madruga desembarcamos na rodoferroviária e nossa aventura chegou ao fim.




Clique no mapa abaixo e faça o download do arquivo para GPS ou Google Earth





Mais Fotos




Relato: Cristiano Amaro
Fotos: Elder Ribeiro, Fernando Amaro e Heder Amaro

Montanhoso, Subindo Montanhas e Conquistando Amizades

02/03/2012

Vazamento de Combustível pode ter Contaminado Rio Barigui



02.02.12
Fonte: Bem Paraná
“Um vazamento de gasolina no posto Tanguá mobilizou o Corpo de Bombeiros e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) de Curitiba na tarde desta sexta-feira (2) e pode ter contaminado o Parque Tanguá, que possui uma vasta área proteção ambiental, e o rio Barigui, que passa por ali antes de chegar ao Parque Barigui.
Segundo informações preliminares, ao todo 1,5 mil litros de gasolina que vazaram. Os bombeiros foram rapidamente ao local para tentar conter o vazamento.Foram instalados mantos de contenção e um caminhão trabalhou para retirar o combustível. As causas do desastre ambiental ainda estão sendo investigadas.
Mais tarde, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) se manifestou sobre o assunto e afirmou que o Posto Tanguá corre o risco de ser interditado. Porém, isso ocorreria apenas na segunda-feira (5). As causas do acidente ainda estão sendo apuradas.
O posto fica na rua Líbero Aguiar, no Pilarzinho, a 400 metros do parque. O rio Barigui passa pelo local e pode ter sido contamindado pelo vazamento.”

Links:


Montanhoso, Subindo Montanhas e Conquistando Amizades

24/02/2012

Abaixo Assinado Contra a Lei 17.052 de 23 de janeiro de 2012


COMUNICADO IMPORTANTE

Bom dia amigos do Montanhoso,
Embora ainda não seja filiado ao FEPAM - Federação Paranaense de Montanhismo, tive o privilégio de participar da reunião de ontem, dia 23.02.12
Como podem observar em vários posts no facebook de nossa colega Rossan, existe uma Lei, a 17.052, de 23 de Janeiro de 2012 que já está aprovada e em vigor:
“As medidas mais polêmicas são a obrigatoriedade de requerer autorização anual com os bombeiros e órgãos que administrem os locais onde são praticados esportes de aventura, obrigar a presença de monitores durante a prática, responsabilização civil destes monitores, e, por fim, a adoção obrigatória de normas ABNT na prática de ESPORTES de aventura.”
Em outras palavras isso significa que dentro em breve não teremos a liberdade de subir qualquer montanha, seja ela o Anhangava ou o Morro do Canal que tem acesso fácil e a trilha é bem demarcada, sem a prévia autorização dos órgãos administradores. Além de uma série de equipamentos que se tornaram obrigatórios e o acompanhamento de monitores habilitados. E é claro que tudo isso não será gratuito.
Se vocês querem que o Montanhoso continue organizando eventos gratuitos, se não querem perder a liberdade de ir pra montanha sem precisar pagar ou pedir autorização peço que assinem esse abaixo assinado:


Chegou a hora de nos organizarmos e fazer a diferença, assinem e compartilhem!!!
Montanhoso, Subindo Montanhas e Conquistando Amizades

09/01/2012

Parque Estadual Pico Marumbi Será um dos "Produtos Turísticos" Para a Copa de 2014

06 de Janeiro de 2012
Fonte: www.correiodolitoral.com



"Paranaguá e Morretes são as únicas cidades do Litoral do Paraná incluídas no roteiro do Ministério do Turismo para a Copa do Mundo de 2014, que inclui diversas praias catarinenses no entorno de Curitiba.
Nenhuma das praias paranaenses está listada mas há diversas de Santa Catarina. O roteiro foi divulgado nesta quinta-feira com 184 destinos e 88 produtos localizados a três horas das sedes. Os municípios selecionados terão preferência na destinação de recursos e no destaque da promoção oficial.
Entre os "produtos turísticos" o MTur cita as praias da Ilha do Mel (Paranaguá) e o Parque Estadual do Marumbi (Morretes). Ficam de fora as praias de Pontal do Paraná, Matinhos e Guaratuba, os prédios históricos de Antonina e o ecoturismo de Guaraqueçaba.
No entorno de Curitiba, o MTur também indicou as cidades de Foz de Iguaçu (PR), São Francisco do Sul, Balneário Camboriú, Itapema, Bombinhas, Blumenau, Florianópolis, Garopaba e Imbituba (355 Km de distância de Curitiba).
De acordo com o MTur, a lista divulgada trta-se de um esudo preliminar com sugestões para para o turista que virá para o Brasil assistir aos jogos. A ideia é incentivar o visitante brasileiro ou estrangeiro a conhecer o país sem ficar longe das 12 cidades-sede nas quais ocorrerão as disputas esportivas.
Os locais escolhidos estão em um raio de 300 quilômetros das cidades-sede, com um tempo máximo de viagem de três horas por terra e duas, pela via aérea.
O Ministério do Turismo calcula que cerca de 600 mil turistas estrangeiros e 3 milhões de brasileiros deverão circular pelo país nos meses da Copa do Mundo de 2014 – junho e julho. No total, serão aproximadamente 7,8 milhões de viagens domésticas durante os jogos.
Para organizar os 184 destinos recomendados aos turistas, o governo pretende investir em campanhas e convênios para a promoção dos locais escolhidos. O objetivo é aplicar R$ 151 milhões na iniciativa. Paralelamente, o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) tenta garantir mais R$ 139 milhões na promoção do turismo à brasileira no exterior.
O diretor de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico do Ministério do Turismo, Ricardo Moesch, disse à Agência Brasil que a definição dos roteiros envolvendo os 184 destinos foi baseada em pesquisas que mostram as preferências e os desejos dos turistas.
“Desses 184, utilizamos 94 roteiros que foram apresentados ano passado, depois selecionamos 65 destinos identificados como prioritários tanto pelos turistas estrangeiros como pelos brasileiros. Mas isso não impede a inclusão de mais alternativas”, disse o diretor.
O estudo definindo os 184 roteiros turísticos foi elaborado pelo Ministério do Turismo em parceria com a Embratur e as secretarias de Turismo dos estados com o objetivo de aumentar o fluxo turístico e a geração de renda e emprego durante a realização do evento, segundo as assessorias de imprensa do ministério e da Embratur.
Como o estudo é preliminar e ainda podem ser incluídas sugestões e recomendações, há uma previsão de sua conclusão ocorrer até o final deste ano. “Começamos esse trabalho em novembro do ano passado [2011] e ainda teremos a apresentação formal desses roteiros em parceria com as empresas de turismo e mais algumas etapas para concluir todo o projeto ”, disse Moesch.


Produtos Turísticos da Região Sul para Copa do Mundo de 2014


Montahoso, Subindo Montanhas e Conquistando Amizades
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